somos a água da poça que julga que aquele buraco foi feito para nós
temos um cérebro na cabeça que nomeou a si mesmo
no fim das contas, um cientista estudando um átomo é só um amontoado de átomos tentando entender a si mesmo
na imensidão da sua casa, quem é você?
boa noite
Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo...
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quinta-feira, 10 de abril de 2014
Moletas
Ame quando você estiver pronto, não quando você estiver só.
Não use as pessoas como escora emocional.
Se tens suas bases construídas em outrem, o que acha que acontecerá quando ela se for?
Não use as pessoas como escora emocional.
Se tens suas bases construídas em outrem, o que acha que acontecerá quando ela se for?
Sobre as más impressões
Hello guys...
Viver é um troço difícil. Eterno choque de monstro com outros universos que vira e mexe acham que são galáxias massivas quando na verdade não passam de conjunto de poeira. Bora brincar de parar de ser besta vamo? Começar agora? 1, 2, 3 e já?
Há algumas coisinhas erradas por aqui (com minha pessoa pelo menos), então deixe-me esclarecê-las:
Só porque eu não acredito mais em deus nenhum não quer dizer que eu odeie o seu deus, ou o seu jesus, seu thor, seu exu, sua religião ou mesmo você.
É tolo pensar assim. E tão lógico quanto achar que eu odeio uma pessoa que veste rosa só porque não é minha cor favorita.
Há momentos que quero ficar solo comigo sozinha alone. E quando eu fico calada na minha e não falo com você não significa que eu te odeio, ou estou com raiva querendo distância.
(Embora querer distância implique diretamente em não querer falar mas se for o caso, você nem me verá. Quem não quer se molhar não sai na chuva né? Né assim o ditado?)
Eu só não quero falar. Simples. Se eu quisesse, adivinha? Eu falaria.
Você tambem tem momentos assim ora merdas...
É egoísmo? Pode ser, mas não seria pior forçar a existência de algo?
Só pela educação da tradição rotineira do bom dia obrigatório?
O desconforto do falso pra você é melhor do que a presença da verdade?
Se for, desculpe por ser sincera.
E se por acaso você pensa assim, foda-se.
Tu não é o centro do meu universo. Do meu e do de ninguem. Acredito que esse negócio de recalq só serve nas músicas da pensadora Valesca Popozuda.
Na vida real, inveja é invenção de gente fraca. Tanto de quem sofre sentindo escondido como de quem abertamente diz sofrer dos outros.
Então digi abiguinhos, não sejam malas.
Todos estamos enfrentando batalhas íntimas secretas sempre. Você tambem.
Respeite os momentos, partilhe o que é dado e saiba quando se reservar para não ser um inconveniente. Lembre-se tambem que todos tem muito mais coisas a fazer do que dedicar espaço no tempo da vida e na mente corrida do dia a dia planejando qualquer coisa que lhe atinja. Pensar assim é estúpido.
Keep Calm e vá crescer.
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terça-feira, 20 de agosto de 2013
"Então,
não perca seu tempo comigo. Eu não sou um corpo que você achou a noite.
Eu não sou uma boca que precisa ser beijada por outra qualquer. Eu não
preciso do seu dinheiro. Muito menos do seu carro ou da sua moto. Mas, talvez, eu
precise dos seus braços, das suas mãos, do seu colo pra eu me deitar, do
seu conselho quando eu não souber o que fazer do meu futuro, do seu cheiro, da sua voz. Eu não vou
pedir nada, não vou te cobrar aquilo que
você não pode me dar. Não vou pedir pra você mudar.
Mas uma coisa eu exijo: quando estiver comigo, que seja você: corpo e alma. As vezes, mais alma. Às vezes, mais corpo.
Mas, por favor, não me apareça pela metade. Não me venha com falsas promessas. Eu não me iludo com presentes caros, nem com discursos torpes. Eu não me deixo levar por poesia e muito menos por filosofia. Não, eu não tô à venda. Eu não quero saber onde você mora, com quem você mora. Desde que você saiba o caminho da minha casa. Eu não quero saber quanto você ganha. Quero saber se ganha o dia quando está comigo. Não quero saber quem você já teve. Quero saber se quer me ter e se me permite te ter."
Mas uma coisa eu exijo: quando estiver comigo, que seja você: corpo e alma. As vezes, mais alma. Às vezes, mais corpo.
Mas, por favor, não me apareça pela metade. Não me venha com falsas promessas. Eu não me iludo com presentes caros, nem com discursos torpes. Eu não me deixo levar por poesia e muito menos por filosofia. Não, eu não tô à venda. Eu não quero saber onde você mora, com quem você mora. Desde que você saiba o caminho da minha casa. Eu não quero saber quanto você ganha. Quero saber se ganha o dia quando está comigo. Não quero saber quem você já teve. Quero saber se quer me ter e se me permite te ter."
sábado, 6 de abril de 2013
Com creme
Ela queria encontrar um modo de nao mais pensar nele. Talvez esquecer a memória incompleta de tudo aquilo fosse melhor. Não ia dar em nada. Ou não. Sei lá...
Não dava pra saber sobre o que ele pensava. Talvez, ele queria encontrar um modo de encontra-la. Mesmo que escondido, encoberto em cada ato singelo e simples. Mesmo coberto de racionalidade. Talvez eles quisessem, sem dizer abertamente, se tocar, se aproximar de um modo mais efetivo. Além do trivial. Além do comum e normal. Mesmo estanto lado a lado sempre, olhando um no olho do outro, mas com barreiras imensas abismando os limites.
Não dava pra saber sobre o que ele pensava. Talvez, ele queria encontrar um modo de encontra-la. Mesmo que escondido, encoberto em cada ato singelo e simples. Mesmo coberto de racionalidade. Talvez eles quisessem, sem dizer abertamente, se tocar, se aproximar de um modo mais efetivo. Além do trivial. Além do comum e normal. Mesmo estanto lado a lado sempre, olhando um no olho do outro, mas com barreiras imensas abismando os limites.
Mas, tudo bem. A vida não é como queremos. E assim eles seguiam vivendo vidas paralelas que se entrelaçavam, um dentro do outro. Os dois dentro do alcance dos olhos e das mãos, mas amarrados e acorrentados por convenções sociais inúteis. Coisas que eles nem concordavam. A dor da duvida. Embora seja o preço da pureza, as vezes vem carregada de tristeza.
Até que um dia eles nao se pensaram mais.
Ela nao se lembrou dele ao acordar, ele nao imaginou seu perfume antes de sair de casa. Ela parou de ler o livro que tinha o nome dele no título. Ele parou de assistir os filmes que ela tinha indicado. Os dois se encontraram na cantina do centro da cidade, com a roupa de todo dia. Ele com os cabelos com gel de efeito molhado, ela com a alma lavada. Sorriram, se cumprimentaram com os olhos e beberam juntos uma vitamina. Pra ele? A de sempre. Ela quis sair da rotina. Seria o marco inicial da mudança.
Ela nao se lembrou dele ao acordar, ele nao imaginou seu perfume antes de sair de casa. Ela parou de ler o livro que tinha o nome dele no título. Ele parou de assistir os filmes que ela tinha indicado. Os dois se encontraram na cantina do centro da cidade, com a roupa de todo dia. Ele com os cabelos com gel de efeito molhado, ela com a alma lavada. Sorriram, se cumprimentaram com os olhos e beberam juntos uma vitamina. Pra ele? A de sempre. Ela quis sair da rotina. Seria o marco inicial da mudança.
-Com creme, por favor.
Ele sentado na mesa do canto, ela em pé ao balcão. Ela pagou a conta dos dois e saiu, coisa que ele costumava fazer. Ele continuou bebendo devagarinho o sua vitamina gelada, sugando continuamente a espuminha do leite que nao mais existia.
Ele sentado na mesa do canto, ela em pé ao balcão. Ela pagou a conta dos dois e saiu, coisa que ele costumava fazer. Ele continuou bebendo devagarinho o sua vitamina gelada, sugando continuamente a espuminha do leite que nao mais existia.
Porém o desejo permaneceu quente. Pairando. Doce e suspenso no ar.
sexta-feira, 22 de março de 2013
Das coisas que precisam ser feitas
Hello guys...
Não vou inventar a roda de novo. Nem preciso dizer. Mas a
vaca precisa ir pro brejo. Não adianta. No fundo, todos têm aquela pessoa,
mania, coisa, que não consegue largar. Um mau hábito, um amor meia boca, uma
zona de conforto. Meu amigo, enquanto você não chutar o balde, a coisa não vai
pra frente. Percebi isso hoje. Na verdade, uma vez por ano, mandamos uma vaca
pro brejo. Eu mandei uma sem querer... Era uma enrolação antiga... Daquelas que
você fica imaginando como seria se fosse diferente daquilo que já fez. Mas
olhando agora, percebi o quanto avancei. O quanto aquilo me prendia, me ocupava
os pensamentos, meus projetos... Mas fiz o que tinha que ser feito. Em breve
vou mandar outra vaca pro brejo. Espero que minha cota já tenha sido atingida
esse ano!
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