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terça-feira, 13 de agosto de 2013

O que não tem censura nem nunca terá

 

"Uma recente pesquisa britânica revela que metade das garotas de 6 anos já estão infelizes por causa da aparência de seus corpos. Isso acontece porque o que se vê no espelho não é aquilo que aparece nas revistas, o importante detalhe, porém, é que o que se vê nas revistas é mentira. Não aguentamos mais a censura dos nossos corpos, o uso de ferramentas tecnológicas para anular aquelas de nós que aparecem nas revistas e alienar aquelas de nós que leem essas mesmas revistas. Celulites, banhas e estrias não devem ser motivo de vergonha. Há várias formas de violência. A violência simbólica nos golpeia todos os dias; nos joga na cara diariamente que não temos um corpo à altura. À altura do que? À altura de quem? Nossos corpos permitem toda forma de contato que temos com o mundo - do nosso gozo a nossa dor - e nunca permitiremos que sejam objetos moldados pelo patriarcado. Que nada nos submeta, que nada nos defina! Que nenhuma mulher mais morra em mesas de cirurgia estética; que nenhuma menina mais volte chorando pra casa porque antes mesmo de poder formar uma identidade já foi "avisada" de que o que importa é aparência; que cessem as mortes por bulimia e por anorexia; que possamos usar a roupa que quisermos sem virarmos piada de programa de TV escroto; que andemos nas ruas a hora que quisermos, vestidas como quisermos, sem o risco de sofrer qualquer forma de violência. É dissimulado quem não vê que o machismo grita e mata. 

 

Que a sociedade que nos chama de feia é a mesma que nos estupra! Não mais. Sem doçura ou resignação."